Termo técnico
Injeção direta
Sistema que injeta combustível diretamente na câmara de combustão sob alta pressão, melhorando eficiência e potência.
Injeção direta é o sistema em que o combustível é injetado diretamente dentro da câmara de combustão, sob alta pressão (200 a 350 bar em motores a gasolina), em vez de ser misturado ao ar antes da entrada no motor (injeção indireta tradicional).
Diferenças principais para a injeção indireta:
| Característica | Indireta | Direta |
|---|---|---|
| Pressão de injeção | 3–4 bar | 200–350 bar |
| Eficiência térmica | Boa | Melhor |
| Potência por cilindrada | Padrão | Maior |
| Limpeza das válvulas de admissão | Combustível lava | Não lava |
| Custo de manutenção | Menor | Maior |
A grande desvantagem da injeção direta é a carbonização das válvulas de admissão. Como o combustível não passa por elas, não as limpa. Resultado: depósitos de carbono que acumulam ao longo do tempo, reduzindo desempenho e consumo. A solução é a limpeza por hidrojateamento (walnut blasting) a cada 80 a 120 mil km, com custo de R$ 800 a R$ 1.500.
Motores com injeção direta no Brasil: VW 1.0 e 1.4 TSI (T-Cross, Polo, Tiguan), Ford 1.5 EcoBoost, Hyundai 1.0 T-GDI (HB20S Sport), GM 1.4 turbo (Cruze, Tracker). A maioria dos motores 1.0 turbo modernos usa injeção direta.
Outros termos
Tabela Fipe
Referência de preços de veículos usados publicada mensalmente pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas.
CVT
Transmissão continuamente variável: câmbio sem marchas fixas que ajusta a relação infinitamente para manter o motor na rotação ideal.
DSG
Câmbio automatizado de dupla embreagem do grupo Volkswagen, que combina velocidade de troca esportiva com eficiência próxima ao manual.
Turbo
Sistema de sobrealimentação que aumenta a potência do motor usando os gases de escape para comprimir o ar de admissão.